quinta-feira, 19 de julho de 2012
Um Amor Pelo Mundo
A Agonia De Dentro Para Fora
quarta-feira, 2 de maio de 2012
Submersion in the Inverted River
O Segredo da Manutenção da Vida
quarta-feira, 25 de abril de 2012
Condição de Momento Bom
quinta-feira, 29 de março de 2012
E Você É...?
Sou isso, sou aquilo,
Mas no geral sou eu mesmo.
Relaxado, debochado, divertido, alegre,
Companheiro, veadinho, ranzinza, enjoado...
Vai saber?
Mas no geral, sou eu mesmo.
Não preciso de um corpo para ser, apenas vou sendo
O sexo, a biologia que se descabele tentando explicar
A psicologia que cometa suicídio tentando entender
Orlando que me abençoe, porque aí sim, fui contemplado.
Posso ser mãe, posso gerar um filho e dá-lo à luz,
Posso ser um insensível leitor matinal de jornais
Que não nota se o cabelo da consorte é loiro ou azul.
Posso ser a lágrima que escorre no rosto da pura
Donzela de vermelho à mercê dos desejos alheios,
Posso ser o músculo que se contrai no apertar de um gatilho.
E depois de tudo isso, que decido abreviar até aqui,
Já nem sei mais se sou eu mesmo
E olha a minha cara de quem está preocupado!
Enfim, e você... Quem é?
Estou sentindo um silêncio de espanto, e olhos esbugalhados...
Acho que pra variar, falei demais sobre mim mesmo.
Vamos ouvir um pouco sobre você,
Aposto que no fim, quem estará boquiaberto serei eu
E nessa coisa toda
Sei que nos identificaremos mais do que se fôssemos dois e dois
Somando um belo quatro.
O Melhor Desabafo Em 26 Anos
“Do pó viemos e ao pó voltaremos”
Foi o que me disseram num domingo desses.
Mas a sensação geral no turbilhão de infinitas coisas que me tomam
É que do pó eu vim e no pó estou.
A mesma sujeira que deixei em um prato,
Dos segundos que se contam do início ao término da limpeza
E da noção de tempo perdida em um dos milhares de caminhos
Ao nirvana, ao paraíso, à iluminação e por aí vamos.
Preguiça?
Sim, mas é claro! Enquanto houver humanidade
Haverá preguiça.
Mas ela é pouca, e quando no máximo é a mesma
Já velha conhecida. A verdade é que não tenho muita atenção a lhe dar.
Um som agudo me acorda no meio da noite, me faz desviar um pouco
A rota, eu em meu super veículo,
(Às vezes lento como uma nuvem, e rápido como um furacão)
Se eu o entendo, e não é bom,
Ponho-me a falar nem que seja comigo mesmo
Apenas para chegar a uma conclusão
De que do pó eu vim e que no pó eu estou.
Aí já vi demais!
Já passou da hora!
É quando perdi todas as vias que achara possíveis
De se trafegar
Terei novamente o trabalho de catar uma a uma
Exatamente como se catasse feijões (infinitamente)
Desse pé que nasce em qualquer canto.
Isso me faz lembrar que dessa vez estou determinado:
Do pó eu vim, no pó estou, mas ao pó não retornarei!
Mas... não estou certo se era sobre isso que eu falava mesmo, era?!