Anabela estava sentada na varanda, olhando a rua. A vista mais que interessante, colorida, pouco usual, lhe proporcionava minutos de afago e aconchego, e como ela gostava das coisas pouco usuais! Perdida nas lembranças de um passado recente, e com suas mãozinhas frágeis, passava as páginas de um livro. Ela estava, na verdade, interessada em ser de grande utilidade para o mundo, estava insatisfeita. Anabela bordava panos de toda sorte, era sua arte. Dava vida a retalhos aleatórios de tecidos mortos, mas não se orgulhava disso nunca. Simplesmente encantadora às vistas, com seu vestido tropical longo e de caimento muito suave, era figura a quem muito comumente se pagava tributo. Seus olhinhos que revelavam constelações se faziam impressionantes aos reles aventureiros cujo verdadeiro valor de suas jornadas a eles próprios era um mistério.
Anabela recebeu uma flor, colorida como todas as suas cores. Essas cores brilhavam e suas bochechas ficaram de um vermelho que se destacou. Ela agradeceu a oferta e com muito amor se pôs a admirar o presente. Entre uma olhada e outra, podia-se perceber Anabela levando a flor ao rosto, tentando sentir seu lúdico odor, como se ninguém mais estivesse ali. O homem gentil, que conhecia muito bem os vértices do ser humano, percebeu os gestos de Anabela, e descobriu que o presente fora para si mesmo, ver a formosa moça tão contente deleitando-se com uma flor. Ele sorriu um sorriso lindo, e ela verteu lágrimas que lavaram o mundo, lágrimas que formaram uma cascata que foi capaz de desmanchar o homem e o tornar líquido, porque era o que buscava. E a profecia da libertação se cumpriu. Anabela conservou a flor por uns cem anos mais, junto a algumas coisas boas do mundo.
Anabela recebeu uma flor, colorida como todas as suas cores. Essas cores brilhavam e suas bochechas ficaram de um vermelho que se destacou. Ela agradeceu a oferta e com muito amor se pôs a admirar o presente. Entre uma olhada e outra, podia-se perceber Anabela levando a flor ao rosto, tentando sentir seu lúdico odor, como se ninguém mais estivesse ali. O homem gentil, que conhecia muito bem os vértices do ser humano, percebeu os gestos de Anabela, e descobriu que o presente fora para si mesmo, ver a formosa moça tão contente deleitando-se com uma flor. Ele sorriu um sorriso lindo, e ela verteu lágrimas que lavaram o mundo, lágrimas que formaram uma cascata que foi capaz de desmanchar o homem e o tornar líquido, porque era o que buscava. E a profecia da libertação se cumpriu. Anabela conservou a flor por uns cem anos mais, junto a algumas coisas boas do mundo.
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