“Do pó viemos e ao pó voltaremos”
Foi o que me disseram num domingo desses.
Mas a sensação geral no turbilhão de infinitas coisas que me tomam
É que do pó eu vim e no pó estou.
A mesma sujeira que deixei em um prato,
Dos segundos que se contam do início ao término da limpeza
E da noção de tempo perdida em um dos milhares de caminhos
Ao nirvana, ao paraíso, à iluminação e por aí vamos.
Preguiça?
Sim, mas é claro! Enquanto houver humanidade
Haverá preguiça.
Mas ela é pouca, e quando no máximo é a mesma
Já velha conhecida. A verdade é que não tenho muita atenção a lhe dar.
Um som agudo me acorda no meio da noite, me faz desviar um pouco
A rota, eu em meu super veículo,
(Às vezes lento como uma nuvem, e rápido como um furacão)
Se eu o entendo, e não é bom,
Ponho-me a falar nem que seja comigo mesmo
Apenas para chegar a uma conclusão
De que do pó eu vim e que no pó eu estou.
Aí já vi demais!
Já passou da hora!
É quando perdi todas as vias que achara possíveis
De se trafegar
Terei novamente o trabalho de catar uma a uma
Exatamente como se catasse feijões (infinitamente)
Desse pé que nasce em qualquer canto.
Isso me faz lembrar que dessa vez estou determinado:
Do pó eu vim, no pó estou, mas ao pó não retornarei!
Mas... não estou certo se era sobre isso que eu falava mesmo, era?!
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