quinta-feira, 29 de março de 2012

O Melhor Desabafo Em 26 Anos

“Do pó viemos e ao pó voltaremos”

Foi o que me disseram num domingo desses.

Mas a sensação geral no turbilhão de infinitas coisas que me tomam

É que do pó eu vim e no pó estou.

A mesma sujeira que deixei em um prato,

Dos segundos que se contam do início ao término da limpeza

E da noção de tempo perdida em um dos milhares de caminhos

Ao nirvana, ao paraíso, à iluminação e por aí vamos.

Preguiça?

Sim, mas é claro! Enquanto houver humanidade

Haverá preguiça.

Mas ela é pouca, e quando no máximo é a mesma

Já velha conhecida. A verdade é que não tenho muita atenção a lhe dar.

Um som agudo me acorda no meio da noite, me faz desviar um pouco

A rota, eu em meu super veículo,

(Às vezes lento como uma nuvem, e rápido como um furacão)

Se eu o entendo, e não é bom,

Ponho-me a falar nem que seja comigo mesmo

Apenas para chegar a uma conclusão

De que do pó eu vim e que no pó eu estou.

Aí já vi demais!

Já passou da hora!

É quando perdi todas as vias que achara possíveis

De se trafegar

Terei novamente o trabalho de catar uma a uma

Exatamente como se catasse feijões (infinitamente)

Desse pé que nasce em qualquer canto.

Isso me faz lembrar que dessa vez estou determinado:

Do pó eu vim, no pó estou, mas ao pó não retornarei!

Mas... não estou certo se era sobre isso que eu falava mesmo, era?!

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