Estou
perdido
Entre os
grãos de areia em minhas costas
O tempo que
se imbrica nas letras,
O ar dos
pulmões, a água do sangue
E o quanto
de vida em verdade me resta.
Quando meus
olhos me acordam
É para me
induzirem ao sono
Quando à
minha volta está chovendo
Minha pele
está sempre seca.
Mas quando,
de estação em estação,
Eu a deixo
ir porque decido viver
O povo acha
estranho
Mas não
largo meu couro por aí
O guardo em
uma caixa,
Quando estou
“mais ou menos” a reabro
Para me
lembrar do que tem sido feita a
Tira de
corda que me guia até então.
Porquê, e
que ainda há vida.
Nenhum comentário:
Postar um comentário